Cristiano Mangovo apresentou 22 obras inéditas no passado dia 8 de Outubro no espaço do Memorial Agostinho Neto com o apoio da Mov’art Gallery. A exposição esteve patente até dia 25 do mesmo mês.

“Guiadores” explora, em modo criativo, as respostas do artista Cristiano Mangovo ao exercício do equilíbrio de poder (e suas contradições) entre uma sociedade que está em constante mudança e o questionamento dessa mesma sociedade. Desenvolvimento e evolução não são forçosamente sinónimos, mas não se contradizem.

Comprometido com as principais questões específicas do contexto em que opera, como a protecção ambiental, os direitos da mulher, ou sobre temas como o consumismo, os valores humanos, as relações sociais ou o urbanismo, o artista tem como framework a paisagem urbana e as cenas da vida quotidiana.

A paisagem africana de hoje oferece novas formas de reflexão e de diálogo em todos os aspectos. Mudança, velocidade e surpresa são constantes. Energia, urgência e emoção são uma presença nutritiva e por isso fértil.

Certo é que, desenvolvimento está ligado a valores humanos e sociais, como evolução está ligada à tecnologia e ao conhecimento. Neste equilíbrio (ou desequilíbrio), o artista propõe um olhar mais atento às consequências que estão intrinsecamente ligadas: jogos de poder, manipulação, consumismo desenfreado, violência e paternalismo, mas também energia, luz e a lembrança de um passado que existe num sistema moderno e evolutivo.

A filosofia do artista assenta em três letras «WNN: Winkeba e Nkeba bu Nkaka». Em ibinda, uma das línguas que faz parte dos idiomas nacionais da República de Angola, também conhecida por fiote, para significar: “protege-te a ti e protege também os outros”.

Mangovo apresenta nesta exposição 27 pinturas e 3 esculturas numa colecção que abarca diferentes períodos de maturação, técnica e estilo. Obras como “Candongueiro de Verão” e “Encontro das zungueiras”, expressionistas por si, permitem uma dinâmica mais emocional, já que representam toda esta tradição e energia (muitas vezes do caos), numa dança e mistura de cores; “134”, “Universo azul” e “Energia da paz” remetem-nos para um processo de consciencialização da violência e da necessidade de luz e paz.

“Guiadores” traz-nos também o lado mais contemporâneo do artista, expresso no estilo hyperrealismo e nos temas mais globais, que, através da noção de “motorman”, enquanto metáfora, remete-nos para a importância da autonomia e de independência, sobretudo no pensamento (“Eu quero eu”) e da urgência de desenvolvimento. A moto é um meio para atingir um fim e é expressão da evolução no contexto dos países em vias de desenvolvimento. Nas próprias palavras do artista “Todos os dias, procuramos sair do ponto A para o ponto B, de várias maneiras, física ou espiritualmente. Eis toda a marcha que uma pessoa é obrigada de fazer para sentir uma certa evolução na sua vida quotidiana.”

As obras “Business as usual”, “Dalai Lama” e “Papa”, permitem-nos a tomada de consciência sobre a nossa própria capacidade (e responsabilidade dos líderes) de integrar a paz e a luz (importante na escuridão e no caos) e de a reflectir como se de um espelho se tratasse ou como uma luz ao fundo de um túnel.

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