Exposição: “Fragmentação 1.0” – Pintura, Instalação, site-specific, vídeo
Artista: Januário Jano
Curadoria: Sónia Ribeiro
Produção: Mov’art Gallery (equipa: Janire Bilbao / Junia Cachimano / Nelson Ferraz)
Data: de 18/02/2016 a 18/04/2016
Local: Galeria de Arte / Banco Económico
Cidade: Luanda, Angola

Está patente desde o passado dia 18 de Fevereiro na Galeria Banco Económico a primeira grande exposição individual do artista angolano Januário Jano. Intitulada “Fragmentação 1.0.”, as obras surgem do trabalho desenvolvido pelo artista nos últimos anos, numa abordagem que assume uma natureza múltipla em diferentes circunstâncias que o leva a questionar-se sobre a existência do seu eu. “Encaro as minhas 24h como uma vida ou existência única e que não se repete. Por esta razão, com este corpo de trabalho, identifico e gravo o momento. (…) Hoje o sonho é uma realidade abstracta e o presente é o futuro (por outras palavras a realidade em que vivemos é fictícia, múltipla e fragmentada).”

Com cerca de 30 obras inéditas, entre elas, pinturas, instalação, site- specific e vídeo-arte, Januario Jano construiu através da sua estética uma narrativa e define uma trajetória entre dois registos e duas leituras, que são por si só, fragmentos de tempo e de espaço e fragmentos do individual, do Eu e do Ser – portanto da unidade. O primeiro registo comporta obras com uma componente aberta e vibrante do ponto de vista estético e o segundo registo com uma componente mais refletida, racional e argumentista.

Responsável por uma linha única de expressão artística através dos kwicks Pop, Januário Jano é também um pesquisador com interesse especial pela estética e cultura dentro de um contexto social, o que faz com que actualmente o seu trabalho se concentre em estudos sobre estes campos. Januário, trabalha sobretudo em pintura, instalação, vídeo e fotografia com parâmetros que vão desde a arte tradicional à arte de rua, usando uma mistura de deferentes meios.

A exposição foi inaugurada no dia 18 de Fevereiro, na Galeria do Banco Economico, um espaço novo e único que trouxe para cidade uma nova esperança ao artistas, sendo que o local tem a capacidade de adaptar-se a imaginação criativa de qualquer artista.

A exposição estará́ aberta ao publico durante 2 meses.

– Domingos : encerrado
– Segunda a sexta feira: 12h00 às 19h00
– Sábados: 10h00 às 13h00
Januário Jano BIO

Januário Jano (1979, Luanda), também conhecido como Jano Mcbeeboo, desde muito cedo, desenvolveu o habito de explorar várias maneiras de criar imagens – pintando murais na rua, recolhendo e recortando jornais e revistas para criar “scrapbooks”. Vem, por isso, explorando diferentes formas e tipos de impressão, usando tudo ao meu alcance. Formalmente, conclui em 2015 uma pós- graduação, aprovada com distinção BA (Hons), em Estudos de Design, na ex- Universidade Guilhall (actual London Metropolitan University). O interesse que tem pela estética e cultura, dentro de um contexto social, faz com que o seu trabalho se concentre actualmente em pesquisas e estudos sobre estes campos.

MOV ́ART Gallery

A MOV ́ART Gallery, presta serviços de consultoria em arte contemporânea, desenvolve e promove projectos culturais e apresenta ainda toda uma gama profissional de serviços complementares nas Artes.

Para mais informações sobre a exposição:
Morada: Torre Dipanda, lj. 4,
Luanda
T: 914398958 || 930340168
gallery@movart.co.ao
www.movart.co.ao
www.facebook.com/movart

Texto de curadoria

“Fragmentação 1.0”

Jano Mcbeeboo, alter ego de Januário Jano, é um artista angolano que divide o seu tempo entre Luanda e Londres, onde estudou e viveu por mais de 16 anos. Como artista conceptual, desenvolveu os Kwicks Pop, uma linha única de expressão artística, referenciada em plataformas nacionais e internacionais.

Com “Fragmentação 1.0” o artista apresenta a sua primeira exposição individual em Luanda, com cerca de 30 obras inéditas, entre elas, pinturas, instalação, site-specific e vídeo-arte. Através da sua estética o artista constrói uma narrativa e define uma trajetória entre dois registos e duas leituras, que são por si só, fragmentos de tempo e de espaço e fragmentos do individual, do Eu e do Ser – portanto da unidade. O primeiro registo comporta obras com uma componente aberta e vibrante do ponto de vista estético e o segundo registo com uma componente mais refletida, racional e argumentista

É na exploração de memórias (e de registo) que está o foco central desta exposição. Uma narrativa sentida, filtrada e traduzida no intelecto, afirmando que toda a arte é, não a “insinceridade” mas uma “sinceridade traduzida”. Esta narrativa, que é sempre pessoal, logo subjectiva, explora os mais marcantes momentos de uma trajetória pessoal através do olhar adulto (intelectual) sobre, não factos, mas de recordações das emoções sentidas na infância em Angola, seu pais natal.

Para o artista a verdadeira emoção artística é aquela que é/foi intelectualizada, não no momento da emoção, mas no momento da recordação (emoção intelectualizada).

A fragmentação resulta da constante procura de resposta aliada à perda de identidade. É na fragmentação que o artista se tenta encontrar a si mesmo. Não se trata tanto do drama da personalidade que leva à dispersão do real e de si mesmo mas é precisamente esta fragmentação que possibilita conciliar o sentir (infância) e o pensar (adulto) e criar uma unidade.

O elo condutor, que permite assegurar a unidade, o todo, é o próprio autor dos fragmentos (através do acto criativo) que, independentemente da sua personalidade multiplicada ou fragmentada, permite a reunificação, e em último, a compreensão dos mesmos por aqueles que que fazem a leitura das suas obras.

Contacto Telefonico

(+244) 930 340 168

Horários Galeria

Terça a Sexta-feira das 10h00 – 18h00 Sábados, Domingos e Feriados 10h00 – 18h00

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