Thó Simões e os “Senhores do Vento”

O artista plástico apresenta os “Senhores do Vento”, uma exposição individual que vai ser inaugurada no próximo dia 27 de Outubro, às 18:00, na galeria MOV’ART.

Thó Simões embrenhou-se nos costumes dos Hereros, seguiu-lhes o rasto passado e presente para retratar, em tela, a história de resistência infinita deste povo nómada que vagueia pelo sul de Angola.

Com uma linguagem marcadamente urbana, o artista invade o mesmo espaço em que convoca o espírito dos “Senhores do Vento”, fixa a figura Herero e a sua inconformidade perante a colonização no início do século XX, a guerra contra o invasor, adivisão e a expropriação.

“O Namaqua, Hendrik Witbooi, chefiou a primeira grande revolta, mas foi sob o comando de Samuel Maherero que conseguiram sobreviver ao primeiro grande genocídio no início do século XX, arquitectado pelo tenente general alemão, Lothar Von Trotha.

Frustrado por não ter aniquilado completamente as forças de Samuel Maherero, Von Trotha passou a perseguir e a confinar os Hereros aos campos de concentração. Cerca de 24 mil Hereros fugiram para o deserto do Kalahari… Samuel Maherero e mil homens cruzaram o Kalahari até ao Botsuana. Estes são os senhores do vento…”, escreve o Thó Simões.

António “Thó” Simões nasceu em 1973, em Malanje e viveu toda a sua infância em Portugal. Regressou a Angola em finais dos anos 80 e em Luanda passou a frequentar a União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP). Formou-se no Instituto de Formação Artística e Cultural.

Frustrado por não ter aniquilado completamente as forças de Samuel Maherero, Von Trotha passou a perseguir e a confinar os Hereros aos campos de concentração. Cerca de 24 mil Hereros fugiram para o deserto do Kalahari… Samuel Maherero e mil homens cruzaram o Kalahari até ao Botsuana. Estes são os senhores do vento…”, escreve o Thó Simões.

António “Thó” Simões nasceu em 1973, em Malanje e viveu toda a sua infância em Portugal. Regressou a Angola em finais dos anos 80 e em Luanda passou a frequentar a União Nacional dos Artistas Plásticos (UNAP). Formou-se no Instituto de Formação Artística e Cultural.

Envolveu-se com regularidade em projectos sócio-culturais como por exemplo, o graffiti no Elinga Teatro contra a sua destruição; Concluiu o projecto “Murais da Leba”, uma parede com mais 6 mil metros quadrados nas províncias do Namibe e Huíla que juntou artistas angolanos e estrangeiros, estudantes do primário e secundário em torno da arte urbana. Recentemente, concebeu um novo mural na Fábrica de Sabão.

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