O que é ser Global

A MOV´ART apresenta pela primeira vez uma exposição de arte no espaço da “Galeria do Banco Economico” em Luanda com a exposição inédita da artista Daniela Ribeiro: O que é ser Global?.

Com este título, pretende fazer reflexionar sobre a ideia de uma sociedade globalizada nos tempos que correm e que provoca os maiores debates e interrogações.

“O que é ser Global” é o titulo da mais recente exposição da artista Daniela Ribeiro que nos propõe uma reflexão acerca de esta questão:

Pode uma comunidade, cujo passado foi apagado e cujas energias são consumidas pela busca de traços legíveis da sua história, imaginar futuros possíveis a um nível global? Noções de legado, memória, arquivo, identidade são aqui colocadas como catapultas de um passado para uma ou varias ante-visões de um futuro, mas num futuro que se insere num contexto mais amplo, à escala global.

Nesta exposição, a artista apresenta cerca de 15 obras de diferentes dimensões, produto de um trabalho digital e multimédia fragmentado, peças de telemóveis, constantes nos seus trabalhos, e de resinas epóxicas, PVC e vinil. As personagens, todas elas parecendo vindouras de um futuro sobrenatural, encarnam os estigmas da tecnologia mas adiciona-lhe a vertente que os liga ao mundo natural e à humanidade ela mesma. Elementos de ficção científica, ficção histórica, fantasia, e realismo mágico com cosmologias não-ocidentais são combinados, a fim de criticar não só os dilemas atuais dos africanos, mas também de rever, interrogar, e re-examinar os eventos históricos do passado.

Daniela Ribeiro debruça-se, no seu percurso artístico, sobre a inteligência artificial (Olho Biónico, 2012, Confessionário Cientológico, 2009) e na investigação que tem efectuado sobre o tema, cujo foco principal parte da ideia de que o homem passou de criação a criador em si mesmo. Mais além, projecta a noção do imaginário futurista do homem que, pelos efeitos tecnológicos e científicos se ultrapassa a si mesmo nas capacidades e feitos. Por outro lado,  o homem gera tecnologia que torna a comunicação mais rápida e mais eficiente, mas mais vazia de emoções ou de emoções muitas vezes mistas e até contraditórias. Tem como campo de visão o infinitamente pequeno, a nano tecnologia  (a noção de um homem alterado   com poderes sobre-humanos através da implantação de micro-chips) e o infinitamente maior, o Cosmos. Na corrente do seu trabalho, ao que a própria artista chama de surrealismo científico, o legado histórico da “astronomia cultural africana”  é posta em intersecção com a arte tradicional e contemporânea africana já que por milénios os africanos têm contemplado o céu azul e os corpos celestes e usaram as suas observações para traçar os movimentos em calendários agrícolas e rituais. O Sol, a lua, e os fenómenos celestiais inspiram as artes africanas desde os tempos antigos até ao presente (exposição as Nuvens,2015, O Rosto de Deus, 2011).

Da pesquisa antropológica e da literatura a interseção entre a cultura negra, a tecnologia, a libertação e a imaginação, com algum misticismo, também se enquadra na estética literária do Afrofuturismo, que pode ser expressa através do cinema, da arte, literatura e música. É uma forma de colmatar o futuro e o passado e essencialmente ajudar a reinventar a experiência dos africanos.

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